Instituto Paranauês abre nova sede em Marcelino Vieira com programação dedicada à capoeira, música e audiovisual

Espaço cultural recebeu comunidade para a retomada das atividades da Orquestra Harmonia Ancestral, Roda dos Paranauês e ações do cineclube.

Marcelino Vieira/RN — A cultura popular ganhou um novo espaço de encontro e criação em Marcelino Vieira, no Alto Oeste Potiguar. No último domingo, 2 de agosto, o Instituto Paranauês realizou a abertura de sua nova sede, o Quintal dos Paranauês, reunindo mestres, artistas, praticantes de capoeira, músicos e integrantes da comunidade em uma programação que marcou também a retomada das atividades culturais desenvolvidas pela instituição.

A programação teve como um dos destaques a Roda dos Paranauês, encontro de capoeira que reuniu participantes de diferentes gerações e contou com a presença dos mestres Gideão e Pintado, além de capoeiristas do município. A roda transformou o novo espaço em um ambiente de convivência, troca de saberes e valorização das tradições da cultura popular.

Outro momento importante da programação foi a retomada da Orquestra Harmonia Ancestral, projeto ligado ao Instituto Paranauês que utiliza os instrumentos e a musicalidade da capoeira como ferramentas de formação artística e preservação da cultura afro-brasileira. O público acompanhou o ensaio geral e uma oficina de musicalidade, evidenciando o trabalho coletivo desenvolvido pelo grupo.

A programação também incorporou o audiovisual como linguagem de acesso à cultura. O cineclube realizou uma sessão de VideoArte e curtas-metragens, ampliando a proposta do espaço para além das manifestações tradicionais e aproximando a comunidade de diferentes formas de produção e expressão artística.

Um espaço para a cultura local

Mais do que uma inauguração, a abertura do Quintal dos Paranauês representa uma nova etapa na atuação do Instituto Paranauês. A proposta é que a sede funcione como um espaço permanente para formação, produção, circulação e fruição cultural, reunindo diferentes linguagens e iniciativas.

A instituição nasceu com a perspectiva de apoiar e fomentar a cultura local, oferecendo um espaço aberto para artistas, fazedores de cultura e para a comunidade. Em sua atuação, o Instituto tem como uma de suas referências a cultura afro-brasileira e a tradição da capoeira, dialogando também com elementos da identidade cultural nordestina.

A abertura da sede simboliza, portanto, a criação de um ponto de encontro para iniciativas que já vêm sendo desenvolvidas e para novos projetos que poderão surgir a partir da participação da comunidade.


Cultura como encontro e formação

A presença de mestres e praticantes de capoeira durante a programação reforçou uma característica importante da proposta do Instituto: a transmissão do conhecimento cultural por meio da convivência entre diferentes gerações.

Na roda, no toque dos berimbaus, nas oficinas e na exibição audiovisual, o público teve contato com diferentes formas de aprender e compartilhar cultura. A iniciativa também evidencia o papel de espaços culturais independentes na interiorização das atividades artísticas, especialmente em municípios onde o acesso contínuo a determinadas linguagens culturais ainda é limitado.

Com a abertura do Quintal dos Paranauês, o Instituto Paranauês passa a contar com uma sede destinada a fortalecer essa atuação em Marcelino Vieira, criando condições para a continuidade das atividades e para a construção de uma programação cultural permanente.

A nova sede nasce, assim, não apenas como endereço do Instituto Paranauês, mas como um espaço de encontro entre memória, arte, formação e comunidade — mantendo a capoeira e a cultura afro-nordestina como importantes referências de sua identidade.



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